Suplementação de DHA na gestação e pós-parto

O ômega-3 é um nutriente essencial. Um de seus papéis é fornecer ácidos graxos como o docosahexaenóico (DHA) para o crescimento e boa função do tecido nervoso.

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Ingestões inadequadas de ácidos graxos ômega-3 (composto antiinflamatório) diminuem o DHA e aumentam os ácidos graxos ômega-6 (composto inflamatório) no cérebro. A diminuição do DHA no cérebro em desenvolvimento compromete a formação de neurônios e altera a capacidade de aprendizagem. A dieta ocidental é frequentemente pobre em ômega-3 e rica em ômega-6 e isso repete-se na gestação. O cérebro de recém-nascidos e crianças pequenas depende do DHA materno (que chega pelo cordão umbilical e, posteriormente, pelo leite materno) (Innis, 2008).

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Estudos epidemiológicos ligaram o baixo DHA materno ao aumento do risco de desenvolvimento neural infantil. Gestantes que suplementam DHA reduzem o risco de mal desenvolvimento visual e neural nos seus bebês. Mas por que o benefício da suplementação não é igual para todos? Muito da explicação está na genética de cada um.

Por exemplo, genes para dessaturases, enzimas importantes no metabolismo do ômega-3, podem sofrer alterações, fazendo a necessidade de algumas pessoas aumentarem. Além disso, a proporção entre ômega-3 e ômega-6 é muito importante para a saúde geral e para o neurodesenvolvimento.

Quando necessário a suplementação pode ser feita com óleo de peixe, óleo de krill ou óleo de alga. Para proteção do sistema nervoso também é importante que a gestante minimize sua exposição a toxinas como dioxinas, PCBs e mercúrio.

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Estamos falando da criança mas é bom lembrar que o ômega-3 também é importante para as mães, reduzindo a incidência de depressão pós-parto. As alterações de humor e crises de choro acontecem principalmente devido às alterações hormonais decorrentes do término da gravidez. Mulheres que já tiveram depressão pós-parto devem suplementar pelo menos 300 mg de DHA em uma nova gestação. Além disso devem associar ao DHA mais 450 mg de EPA. Para individualização converse com seu nutricionista. Até porque seu cérebro e o do seu bebê precisarão de outros nutrientes (B12, B6, zinco, vitamina D). Saiba mais sobre o tema:

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/