Os cuidados com a alimentação devem começar antes da gestação

A obesidade entre mulheres em idade fértil vem aumentando em todo o mundo, preocupando as autoridades de saúde. Isto porque mulheres acima do peso, quando engravidam se expõe a maiores riscos de complicações. Mulheres obesas apresentam mais diabetes gestacional, pré-eclâmpsia e sofrem mais abortos. Também estão sob maior risco de complicações cirúrgicas e hemorragias.

Mulheres com excesso de peso também expõe o bebê a maior risco de obesidade, diabetes e hipertensão no futuro. Os bebês também tendem a ser maiores, complicando o parto. Também sofrem de hipoglicemia mais facilmente ao nascer.

A gestação é um momento muito bonito da vida da mulher e deve ser vivido com alegria. Fazer dieta durante a gravidez não é nada gostoso. Até porque fazer dieta não é nunca gostoso. Mas na gestação, um momento em que a mulher sente mais fome, fazer dieta não é nada legal. Gestantes precisam de uma relação harmoniosa e saudável com a comida. Não devem ganhar muito peso, mas também não devem ganhar pouco peso.

Uma relação natural e agradável com a alimentação se desenvolve ao longo do tempo. Mesmo que uma mulher precise emagrecer antes de engravidar deverá fazer isto sem submeter o corpo a dietas malucas e planos alimentares neuróticos, os quais geram estresse e compulsão.

Uma forma de alcançar os objetivos de emagrecimento sem expor o corpo a riscos físicos e emocionais é por meio das técnicas de alimentação consciente. Por meio de exercícios de concentração e meditação aprende-se mais sobre as necessidades do corpo e seus sinais de fome e saciedade. A maior conexão corpo-mente gerada pelos exercícios reduz a ansiedade da mulher, assim como os episódios compulsivos, facilitando a escolha de alimentos apropriados, em quantidades apropriadas. Que tal experimentar?

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar clique na aba consultoria no topo da página. Obrigada por visitar este blog.

Durma bem e melhore sua saúde

O adequado reparo do organismo requer descanso e sono profundo. O sono também regula o crescimento e desenvolve nossa capacidade respiratória. Para Russel Foster, professor de neurociência e especialista em sono da Universidade de Oxford, o sono é “a corrente de ouro que amarra nosso corpo à nossa alma”. É durante o sono que processamos informações, emoções, aprendizados e novas ideias. 

Porém, cerca de 1/3 dos adultos relatam dormir menos de 6 horas por noite. Os fatores relacionados a esta privação são vários incluindo: aumento das horas de trabalho, preocupações pessoais e financeiras, trabalho em turno noturno, aumento da luminosidade dos ambientes, opção por passar mais horas assistindo TV ou navegando na internet, atividades de lazer noturnas, doenças, deficiências nutricionais.

A insônia é um dos principais distúrbios do sono, sendo caracterizada por dificuldade em iniciar ou manter o sono continuamente durante a noite, dificuldade em voltar a dormir, despertar antes do horário desejado ou um sono de má qualidade.

Quanto ao aspecto nutricional a deficiência de nutrientes como o aminoácido triptofano, piridoxina (B6), ácido fólico (B9), niacina (B3) magnésio, ômega-3, cianocobalamina (B12) e ferro podem ser responsáveis pela menor produção de serotonina,  hormônio que dá origem à melatonina, substância responsável pelo controle do ciclo circadiano. Alimentos ricos nestes nutrientes devem ser ingeridos frequentemente. A suplementação também pode ser avaliada por seu nutricionista.

Dar atenção à insônia é fundamental uma vez que distúrbios do sono geram uma cascata de alterações a respostas fisiológicas que culminam em um aumento do estresse oxidativo e da inflamação orgânica, os quais estão associados a doenças como obesidade, resistência à insulina, diabetes, hipertensão, dislipidemias, doenças cardiovasculares e síndrome metabólica.

No caso de pacientes com apnéia do sono, deve-se avaliar a necessidade de perda de peso uma vez que o excesso de gordura pode levar à diminuição do calibre das vias aéreas superiores. Neste sentido, uma alimentação mais saudável, como aquela que segue os princípios da dieta mediterrânea,  e a modulação dos hormônios do apetite são estratégias fundamentais. Esta modulação objetiva a regulação de hormônios associados ao aumento do apetite e é conduzida por meio da adoção de estratégias que incluem melhor mastigação, aumento do consumo de fibras, equilíbrio da microbiota intestinal com uso de pré e probióticos, aumento do consumo de w3 e w9, frutas e verduras os quais possuem propriedades antiinflamatórias.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar clique na aba consultoria no topo da página. Obrigada por visitar este blog.
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A influência da dor e do prazer nas decisões - Parte 2

Quando algo acontece na vida o cérebro rapidamente interpreta o fato. Uma pessoa pode passar por uma situação de injustiça, se sentir desesperançado e desmotivado. Outra pessoa pode passar pela mesma situação e se sentir motivado a ajudar o próximo, a advogar para que situações de injustiça não aconteçam com outras pessoas. A primeira pessoa interpreta o ocorrido de forma totalmente negativa. A segunda de forma positiva. É assim que o preconceito racial, de classes, de gênero é combatido no mundo. Por pessoas que ressignificam suas experiências.

Ontem expliquei como a dor e o prazer influenciam nossas decisões e ações.  Agora vamos focar no desenvolvimento de uma motivação mais intrínseca para que seus objetivos sejam concretizados. Ontem falamos do caso do emagrecimento. Uma pessoa pode querer perder 5 kg para se sentir melhor, com menos dores ou mais energia (prazer de longo prazo). Ao mesmo tempo pode não conseguir agir pois já fracassou em outras dietas, não gosta de fazer exercício ou simplesmente não quer deixar de comer frituras, chocolates ou tomar cerveja todo dia à noite. Deixar estas coisas de lado parecem causar mais dor do que o prazer de se sentir melhor. Ao desistir da dieta evitamos a dor da privação.

Para vencer isto algumas medidas precisarão ser adotadas:

1) Preparação

Descreva seu objetivo nos mínimos detalhes. O que você quer alcançar? Por quê? Em quanto tempo? O que te impede de alcançar seu objetivo? Que comportamentos, crenças, hábitos, pensamentos, companhias estão te atrapalhando? Quando os comportamentos, crenças, hábitos ou pensamentos que limitam seus sonhos apareceram em sua vida? 

Para fazer as mudanças desejadas em sua vida você precisará encontrar a "inspiração" necessária para mudar. Muita gente diz sempre que vai parar de fumar. Mas a inspiração só aparece quando um filho nasce. A inspiração ou motivação também pode aparecer quando a dor é insuportável. Por exemplo, muita gente para de fumar quando fica realmente doente, quando é hospitalizado, quando precisa fazer uma cirurgia.

No caso da mãe que para de fumar quando engravida, a motivação veio de uma nova paixão, de um novo senso de propósito. Quando um homem para de fumar pois desenvolveu insuficiência respiratória, a motivação nasceu do desespero ou medo de morrer. Há uma obrigação em mudar. Tanto a inspiração quanto o desespero são forças que podemos desenvolver em outras situações. Para tanto precisamos criar uma sensação de urgência que mobiliza para a mudança de atitude.

2) Aumento da dor

Pra muita gente o que funciona então é aumentar a dor, criar uma sensação de urgência. Para tanto você precisará questionar-se, enfrentar-se e responder com sinceridade às perguntas. Use sua imaginação e reflita bastante sobre o seu destino, sobre o que realmente quer para você.  Pense sobre sua vida atual e pergunte-se:

- Está tudo bem? Existe algo que esteja me trazendo resultados negativos, custando muito fisicamente, emocionalmente, mentalmente, financeiramente ou espiritualmente?
- O que estou fazendo para que minha saúde/carreira/relacionamentos etc não estejam do jeito que gostaria e mereço?
- O que eu estou perdendo mantendo tal comportamento?
- Como esse comportamento afeta outras pessoas? Como isso faz você se sentir?
- Como esse comportamento afeta a forma como eu gasto meu tempo?
- Por que esse comportamento não está mais funcionando para mim no momento presente?
- O que esse comportamento me custou no passado?
- Como esse comportamento dificulta meus objetivos e metas?
- Que arrependimentos tenho como resultado desse comportamento?
- Como estará minha vida em 5 anos se eu continuar com esse comportamento? Por exemplo, o que acontecerá se continuar comendo tanto açúcar?
- O que eu vou perder nos próximos cinco anos se eu continuar com os mesmos comportamentos? Por exemplo, o que acontecerá se não parar de fumar? O que vail lhe custar ao nível de energia física?
- Que arrependimentos eu terei nos próximos cinco anos se eu continuar com os mesmos comportamentos? E em 10 anos ou 20 anos? 

Responda da forma mais ampla possível. Não adianta dizer algo como, se não parar de comer tantos doces engordarei. Somos impulsionados por emoções. Engordar fará sua autoestima diminuir? Fará sua autoconfiança despencar? Fará se sentir sem controle da vida?

3) Quebrando padrões limitadores

A interrupção de um padrão, pensamento ou comportamento limitador abre portas para novos padrões, mais produtivos, permitindo que você alcance suas metas. Para interromper padrões limitadores você precisará se comandar. Dizer a si mesmo: "Isso não me serve mais", "Pare, não compre esse saco de salgadinhos". O comando pode ser uma ação. Você pode ir ao parque ao invés de ir à padaria. Pode cantar ao invés de passar o tempo conversando com pessoas negativas e assim por diante. O importante é que você selecione um comportamento ou pensamento novo, útil e que gere os benefícios que você espera em sua vida.

Seu comportamento antigo pode ter tido uma função. Te afastar da dor e te manter próximo ao prazer. Contudo, se o resultado não estava sendo bom precisará ser substituído. Por exemplo, quando passamos todas as noites no sofá assistindo a filmes ou séries de TV norteamericanas nos aproximamos de um prazer imediato. Nos distraímos, descansamos. Ao mesmo tempo nos afastamos de outras dores. Deixamos de ir à academia ou correr no parque. Estas ações podem trazer dor a algumas pessoas, dependendo de suas crenças. Se elas não gostam de academia, academia é dor. Se elas estão exaustas do trabalho, correr no parque é dor. Assim, passar a noite no sofá parece muito melhor. Mas avalie se o último ano no sofá te trouxe algum benefício real. Pergunte-se:
- Que intenção positiva tem o meu comportamento inútil para mim?
- Esse comportamento, com intenção positiva, me ajuda ou me atrapalha neste momento?
- Se ele me atrapalha, o que eu poderia fazer de diferente? (reduzir a TV de 2 horas para 30 minutos, por exemplo)
- Que outros comportamentos, mais alinhadas com minhas metas e objetivos, poderiam substituir o antigo?
- Que benefícios terei se passar os próximos 5 anos com o mesmo comportamento antigo? Por exemplo, terei mais autoconfiança, mais vitalidade física e mental, mais saúde, meus relacionamentos se fortalecerão, minha vida será melhor, etc.
- Que malefícios eu terei nos próximos 5 anos se mantiver o mesmo comportamento?
- Que novo comportamento útil eu posso adotar a partir de hoje? Como vou fazer as mudanças necessárias?
- O que vou ganhar mudando meus comportamentos (fisicamente, emocionalmente, mentalmente, financeiramente ou espiritualmente)?
- Como os novos comportamentos expandirão minhas oportunidades?
A partir deste momento o foco deve estar na instalação do novo comportamento. 

4) Ação! 

Pensar, planejar, programar é muito importante. Mas planejamento sem ação não gera mudanças de vida. Implemente o que deseja e vá monitorando ao longo do caminho:

- O que tem sido positivo?
- Como minha vida tem sido transformada?
- Como outras pessoas tem sido afetadas?
- Como as outras pessoas veem a minha mudança?
- Como agora meu tempo está distribuído?
- Como a mudança tem contribuído para meus objetivos?
- O que teria acontecido se eu houvesse feito estas mudanças 5 anos atrás?
- Como será meu futuro se eu continuar com este comprometimento?

Visualize sua vida futura e desejada em todos os detalhes. Crie em sua mente uma situação em que mudar seja a única solução possível. Em que os prazeres visualizados no futuro superem em muito o desconforto dos sacrifícios atuais.

5) Comprometimento

Mudar por um dia é fácil, mudar por uma vida é mais difícil. Mas se a mudança é importante para que você torne-se a pessoa que deseja (mais saudável, amoroso, bem sucedido, cooperativo, independente, íntegro etc) a insistência em bons comportamentos é fundamental.

Quando somos pequenos nossas mães insistem diariamente para que escovemos os dentes. Depois de um tempo isto vira um hábito. A ação repetida, focada e massiva cria bons hábitos. É assim que pessoas aprendem a gostar de frutas e verduras, de praticar exercícios físicos, de estudar... Mas no percurso barreiras podem aparecer. Pra não desistir de seus sonhos prepare-se:

- O que poderia dar errado?
- Que desafios podem surgir?
- Como você lidará caso algo dê errado? 
- Pra quem você poderá pedir ajuda?
- Que outros recursos estão disponíveis para você?
- Que tipo de conhecimento poderá te ajudar a se manter dentro do seu propósito?
- Como você poderá adquirir tal conhecimento?

Que resolução você pode tomar hoje? Existe algo que precise mudar? Responda estas perguntas. Faça sua sessão de autocoaching.

Ensino mais sobre este tema no curso online Coaching para profissionais de saúde. Nele discuto uma série de ferramentas que o profissional de saúde pode utilizar para ajudar seus clientes a alcançarem grandes objetivos.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar clique na aba consultoria no topo da página. Obrigada por visitar este blog.
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Recuperação entre os momentos de estresse

Para Tal Ben Shahar, professor de Harvard na área de psicologia positiva, precisamos de pausas entre os momentos de estresse.  O estresse é vital, nos move, nos leva a superação. Contudo, estresse em excesso gera doenças cardiovasculares, ansiedade, depressão.

Por isto, a recuperação entre os momentos de estresse é fundamental. Esta recuperação pode se dar por meio do sono reparador, de atividade física, de práticas meditativas, do descanso do final de semana, das viagens das férias. Só não pode demorar muito acontecer.

No mundo moderno nos vemos cada dia mais sobrecarregados. Trânsito, trabalho, filhos, além da enxurrada de informações que recebemos pela internet.

Pessoas com vidas mais estressantes precisam dar ainda mais atenção ao descanso do corpo e da mente. Pais que cuidam de crianças com doenças ou síndromes, famílias que cuidam de idosos, profissionais de saúde que cuidam de todo mundo tendem a adoecer mais. A maior incidência de depressão entre enfermeiros, por exemplo, vem sendo documentada em todo o mundo. Práticas de yoga e atenção plena parecem ajudar. Como você faz para descansar e se refazer entre os momentos de estresse?

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar clique na aba consultoria no topo da página. Obrigada por visitar este blog.

Você é movido pelo prazer ou pela dor?

As decisões que tomamos na vida são em grande medida guiadas pela necessidade de nos afastarmos da dor ou de alcançarmos o prazer. Pense em uma decisão importante que tomou. O que estava em sua cabeça quando decidiu algo? Queria melhorar sua vida ou a dos outros? Queria fugir de situações desagradáveis? Queria ser apreciado?

Ao longo da vida vamos acumulando experiências. Algumas foram dolorosas e nossa interpretação sobre os acontecimentos reais ou imaginários fizeram com que sentíssemos raiva, frustração, tristeza. Vamos querer sempre nos afastar de situações similares. Outras experiências foram muito agradáveis e nos fizeram mais alegres, gratos, amorosos, energizados. Estas são as experiências que provavelmente ficaremos felizes em reviver.

Nossa interpretação sobre os eventos dependem de nossas crenças, valores, autoconceitos, regras psicológicas, necessidades e metas. Desta forma, algo que pode ser bom para você não é para outras pessoas e vice-versa. Por isto, as decisões de cada um também acabam sendo diferentes. De qualquer forma, cada decisão que tomamos pode causar, em diferentes graus de intensidade:
1. Dor em curto prazo.
2. Prazer em curto prazo.
3. Dor prolongada.
4. Prazer prolongado.

Quanto maior for a intensidade da dor ou do prazer, mais influência ela terá sobre a decisão que uma pessoa está prestes a fazer. Por outro lado, quanto menor a intensidade da dor e do prazer, menor será seu impacto no processo de tomada de decisão.

Vejamos um exemplo, uma pessoa pode querer emagrecer 5 kg. Para alcançar esse objetivo precisará fazer modificações no estilo de vida. As razões de cada pessoa para emagrecer variam. Alguém pode querer:

- Reduzir o colesterol sanguíneo;
- Tratar a esteatose hepática;
- Controlar melhor os níveis de açúcares e triglicerídeos no sangue;
- Reduzir a pressão sanguínea;
- Sentir-se mais saudável ou energizada;
- Sentir-se bem usando determinadas roupas;
- Sentir-se mais confiante em relacionamentos íntimos.

Ao mesmo tempo a pessoa pode pensar que o esforço não valerá a pena, pois produzirá dor:

- "Não gosto de fazer dieta";
- "Não quero passar fome";
- "Odeio fazer atividade física";
- "Não tenho tempo para cozinhar";
- etc;

Assim, a pessoa pensa sobre a decisão e suas consequências e decide não agir mesmo que perder 5 kg signifique melhorias na vida ou mais prazer. A renúncia ao objetivo é feita com base na intensidade da dor percebida pela pessoa. Quando a dor de curto prazo parece maior e mais forte do que o prazer percebido com a mudança, é fácil cair na armadilha de adiar a dieta e o exercício para segunda-feira ou para depois do natal.  

Há também uma chance da pessoa cair na armadilha da gratificação instantânea. É aí que o prazer a curto prazo tem mais influência no seu processo de tomada de decisão do que o prazer a longo prazo ou dor de curto prazo. Em tais casos, a pessoa opta por entrar em algo agradável no curto prazo, a fim de evitar a dor de curto prazo. É por isto que tanta gente larga a dieta após uma ou duas semanas. Se entregam ao prazer imediato (de curto prazo) de comer mais batatas fritas, chocolates, cerveja, fugindo da dor de continuar com a dieta. O problema é que a longo prazo a pessoa pode sentir-se cada vez pior, com menos energia ou com mais dores e outros sintomas que muitas vezes acompanham o excesso de peso.

Para deixar a batata frita de lado, distanciando-se do prazer a curto prazo, é necessário passar por dor de curto prazo (não comer aquilo que se quer). Assim, aproxima-se do prazer a longo prazo, alcançando o objetivo de perder 5 Kg. Ao final, a pessoa se distanciará da dor de longo prazo que é continuar doente ou com o corpo que não quer. Mas como ter motivação suficiente para fazer isso? Como aguentar os períodos de dor de curto prazo para alcançar um objetivo maior no futuro?

Amanhã escreverei sobre o princípio da dor e do sofrimento colocados em prática. Estes princípios aplicam-se a outros desafios da vida e não só à perda de peso.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar clique na aba consultoria no topo da página. Obrigada por visitar este blog.
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Alimentação e suplementação na Síndrome de Down

A Síndrome de Down é uma desordem genética causada, na maior parte dos casos, pela presença de 3 cromossomos 21, ao invés de 2. Muitas condições podem acompanhar a Síndrome de Down incluindo anormalidades de órgãos internos, baixa imunidade, deficiência intelectual, desordens metabólicas, maior incidência de hipotireoidismo, leucemia e doença de Alzheimer.

A dificuldade de mastigação faz com que muitas crianças desenvolvam preferência por alimentos macios, ricos em carboidratos, como macarrão, bolo e pão. O baixo consumo de frutas e verduras é frequentemente observado contribuindo para carências nutricionais e prisão de ventre. O excesso de peso também é mais comum na Síndrome de Down, assim como o metabolismo anormal de lipídios e o diabetes tipo 2. 

Estes achados aumentam a necessidade de uma dieta apropriada aliada à suplementação de nutrientes, sempre que necessário.  Se não corrigida, a carência de vitamina B1 pode aumentar a fraqueza muscular e agravar a prisão de ventre. A deficiência de B2 resulta em alterações na língua e lábios e aumenta o risco de conjuntivite. Já a vitamina B6 é essencial para o sistema nervoso e sua carência pode agravar o retardo mental e contribuir para a diminuição da concentração e foco. Falta de zinco e selênio afetam a produção de hormônios da tireóide, prejudicam a imunidade e o crescimento. A dieta pobre em vitaminas antioxidantes, magnésio, ômega-3 e fitoquímicos acelera a deterioração cognitiva e aumenta o risco de Alzheimer.

Venha aprender mais em Brasília no dia 03/06.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar clique na aba consultoria no topo da página. Obrigada por visitar este blog.