SIRT1 acelera queima de gordura e possui propriedades antienvelhecimento

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A Sirtuína 1 (SIRT1) é uma proteína que atua como um sensor metabólico. Em resposta a diferentes estímulos ambientais, a SIRT1 liga-se à estrutura da cromatina e regula a expressão gênica de fatores que regulam o metabolismo energético e a resposta ao estresse.

Estudos recentes mostraram que a SIRT1 controla o metabolismo da glicose e lipídios no fígado, promove a mobilização de gordura e estimula a remodelação da gordura no tecido adiposo branco, controla a secreção de insulina no pâncreas, aumenta a disponibilidade de nutrientes no hipotálamo, influencia o ganho de peso, a inflamação e o relógio circadiano (Li, 2013).

Sensores como a SIRT1 também contribuem para o aumento do número de mitocôndrias e para a queima de gordura (Cantó & Auwerx, 2013). Estes sensores podem ser ativados com um consumo adequado de fitoquímicos, como o resveratrol, que pode ser prescrito por nutricionista. Ervas também podem ser utilizadas na comida e nos chás para estimular a SIRT1. Boas opções são canela, gengibre e cravo.

A SIRT1 estimula um fator de transcrição chamado NRf2, que aumenta a produção de enzimas antioxidantes e antiinflamatórias no corpo, prevenindo o envelhecimento precoce (Ma, 2013).

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Niacina: a vitamina que protege a tireóide e retarda o envelhecimento

A nicotinamida adenina dinucleotídeo (NAD+) é uma molécula conhecida dos bioquímicos desde 1906. O NAD atua como uma coenzima fundamental no controle do metabolismo, na geração de energia, além de ter um papel antienvelhecimento.

Muitas moléculas estão envolvidas no processo de geração de energia, mas o NAD+ destaca-se, sendo considerada uma coenzima reguladora chave do metabolismo celular. As células usam o NAD+ como combustível para todas as funções celulares envolvidas na ingestão calórica, digestão e gasto de energia.

O NAD+ é derivado da vitamina do complexo B niacina (ou nicotinamida) e suas concentrações nas células mudam durante o envelhecimento (Verdin, 2015), o que aumenta o risco de distúrbios metabólicos e doenças neurodegenerativas. O NAD+ ajuda na produção de hormônios esteróides, como os sexuais estrogênio e testosterona. Mantém as mitocôndrias saudáveis e a manter a temperatura corporal.

Os níveis de NAD+ podem variar durante a vida. Comer em excesso e abusar do álcool podem diminuir os níveis de NAD+ (há aumento, neste caso, de NADH). Cogumelos, batatas, amendoim, frango e atum são fontes de niacina, essencial para a manutenção dos níveis de NAD+. O NAD+ também pode ser suplementado. O excesso de NADH contribui para doenças como gota, diabetes, dislipidemia, esteatose hepática e alterações na tireóide.

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A glândula tireóide localiza-se na base do pescoço e produz múltiplos hormônios tireoidianos, que influenciam o apetite, a queima de gordura, o peso corporal, os níveis de energia, a frequência cardíaca, o metabolismo do cálcio e os padrões de sono. Quando mais T3 e T4 é liberado, mais o metabolismo acelera-se. Quando a glândula tireóide está subativa (hipotireoidismo) surgem sintomas como cansaço, sonolência, dificuldade de concentração, ganho de peso, os cabelos e unhas ficam mais secos e quebradiços e o intestino pode ficar mais lento. Para reduzir NADH e aumentar NAD+ outras práticas também podem ser adotadas como jejum e atividade física.

Como avaliar e suplementar niacina?

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Você sabe o que é glicação?

Observe pessoas da sua idade. Algumas parecem mais jovens do que você. Outras parecem mais velhas do que você. Umas já desenvolveram doenças, enquanto outras não. Além das questões genéticas, um dos responsáveis pelo envelhecimento acelerado é a glicação.

A glicação é o resultado da junção de açúcares redutores (glicose, frutose, galactose) com proteína. Quem consome açúcar demais (em doces, em alimentos industrializados, no cafezinho) ou quem tem a glicemia alterada (como no pré-diabetes e diabetes) acaba produzindo mais produtos de amadori. Vitamina C (da acerola, laranja, limão, abacaxi) e carnosina podem reverter a situação. Contudo, se não houverem substâncias protetoras os produtos iniciais formados vão se degradando e formando produtos de glicação avançada e seus derivados, que são muito deletérios à saúde.

Eu adoro um doce mas me controlo justamente para não aumentar muito a formação de AGEs. Gravei um vídeo sobre o tema. Depois deixe um comentário lá no YouTube dizendo o que achou:

O mesmo acontece quando você faz uma carne com açúcar (para ficar mais douradinha) ou com shoyu (pois tem açúcar).

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/