Alimentação do bebê prematuro

O recém-nascido prematuro precisa crescer de forma semelhante ao feto normal de mesma idade gestacional. Porém, particularmente nos bebês que nascem com o peso muito abaixo do esperado, atingir as necessidades nutricionais não é tarefa fácil. A própria imaturidade fisiológica do trato digestório, a limitada coordenação dos reflexos de coordenação e deglutição, o esvaziamento gástrico e a motilidade intestinal diminuídos limitam a ingestão, digestão e absorção de nutrientes.

A nutrição enteral, administrada por sonda é então  indicada para bebês nascidos antes de 32 a 34 semanas gestacionais ou peso inferior a 1.500 g e também para recém-nascidos que apresentem condições como doenças neurológicas, doenças cardiorespiratórias, ventilação mecânica ou má formação buco-maxilar. Os volumes devem ser sempre pequenos afim de se testar a tolerância gastrintestinal e evitar complicações como a enterocolite necrotizante. Quando esta dieta enteral mínima não é capaz de fornecer os nutrientes necessários ao pelo crescimento e desenvolvimento do bebê, a mesma é feita paralelamente à nutrição parenteral. Na dieta enteral, as necessidades podem ser supridas pelo leite materno ou por fórmulas especializadas para prematuros.

Os benefícios do leite materno estão relacionados à melhora na defesa imunológica, na função gastrointestinal, no desenvolvimento mental e na diminuição do risco de sepse e de enterocolite. Para nutricionistas em dúvida sobre o cálculo da nutrição enteral ou parenteral para prematuros recomendo o livro Nutrição Clínica na Infância e na Adolescência, da Editora Manole.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar clique na aba consultoria no topo da página. Obrigada por visitar este blog.