Alimentos ultra-processados disfarçados de saudáveis

Muita gente me procura e diz: "não sei por que não emagreço. Minha dieta é super saudável. Bem, existem muitas razões pelas quais uma pessoa não consegue perder peso. Falei deste assunto em um post recente (confira clicando aqui). Um motivo comum para alguém não perder peso é o consumo de alimentos supostamente saudáveis mas que na verdade são ricos em açúcares ou gorduras de péssima qualidade.

Uma outra razão para ficar longe dos alimentos ultra-processados é que os mesmos possuem uma série de conservantes, corantes e outros aditivos que influenciam negativamente a saúde, aumentando inclusive o risco de câncer (leia aqui).

A indústria é expert em vender alimentos envoltos em embalagens que levam muita gente ao engano. Às vezes são utilizadas imagens que remetem à natureza, como fotos de frutas do pé em sucos de caixas. Ou frases como "livre de açúcar", "natural", "orgânico", "livre de gorduras saturadas", "sem colesterol", "livre de transgênicos" e por aí vai.

Vejamos alguns alimentos supostamente saudáveis mas que podem estar prejudicando sua saúde ou fazendo seu peso aumentar:

Sucos de frutas

Você sabia que alguns sucos industrializados possuem tanto açúcar ou adoçante quanto a mesma quantidade dos refrigerantes? A quantidade de frutose em um copo de suco pode chegar a 45 gramas! E frutose em excesso está associada a uma série de problemas de saúde (Saiba mais nesta vídeo aula).

Produtos a base de soja

O Brasil é o segundo maior produtor mundial de soja. Não é de se admirar que o grão seja usado em tantos produtos industrializados, aparecendo em nossa vida como óleo de soja, "leite" de soja, "snack" de soja, "chocolate" de soja, extrato de soja, proteína texturizada de soja, "suco" de soja...

Grande parte da soja foi geneticamente modificada para que se torne mais resistente às pragas e não morra mesmo que quantidades enormes de agrotóxicos sejam utilizados durante seu crescimento. Agrotóxicos como os glifosatos modificam a qualidade da soja e aumentam o risco de doenças (Bøhn et al., 2014). A soja contém proteínas de difícil digestão, alergênicas e fitoestrógenos que podem aumentar o risco de rinite alérgica, asma, alguns tipos de câncer, fibrose cística, hipotireoidismo, doenças renais e da bexiga (WebMD, 2009). Caso queira consumir a soja prefira opções fermentadas como natto, tempey e misô.

Chicletes dietéticos

São ricos em açúcares alcoólicos como xilitol, eritritol, maltitol. Os mesmos são vendidos como naturais mas são feitos a partir de ingredientes geneticamente modificados derivados de alimentos como o milho. Alguns destes produtos podem causar reações alérgicas, inflamação, dores de cabeça, gases e outros problemas intestinais. 

 

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Pipoca de microondas

Embalada junto a ingredientes questionáveis em sacos com substâncias como PFOS e PFOA que aumentam o risco de câncer (Begley et al., 2005).

Margarina

Muitas marcas são ricas em gorduras do tipo trans ou hidrogenadas, as quais são altamente aterogênicas aumentando o risco de ataques cardíacos. Troque por óleo de coco refrigerado ou azeite congelado.

Seitan

A "carne de glúten" causa intolerância em muita gente. Também costuma ser rica em sódio. Melhor trocar por Tempeh, a soja fermentada, por quinoa ou ovos, para quem não é vegano. 

Agave

Vendido como um açúcar saudável. Mas é rico em frutose, carboidrato que em alta quantidade aumenta o risco de esteatose. Saiba mais aqui.

Churrasco e outras carnes submetidas a altas temperaturas

A cocção em temperaturas altas aumenta a formação de aminas heterocíclicas, carcinogênicas. Se houver a adição de açúcares e carboidratos a preparação, como quando nos pratos à milanesa, o problema aumenta. Cozinhe em fogo mais baixo e incorpore à receita ervas protetoras como manjericão, hortelã, alecrim, sálvia, manjerona, orégano ou tomilho.

Frozen yogurt

Vendidos como uma alternativa saudável para lanches, por serem ricos em cálcio e terem menos gordura do que um sorvete. Mas em 2011, o Proteste analisou oito lojas e constatou que apenas uma usava mesmo  bebida láctea, enquanto as outras misturavam sorvete comum ou à base de iogurte ao preparado. Além disso, são ricos em caseína e betalactoglobulina, proteínas de difícil digestibilidade

Produtos light e diet

Indicados apenas para obesos e diabéticos, mas acabam sendo vendidos para todo mundo, inclusive crianças, o que é um erro. Em geral são ricos em sódio, corantes e adoçantes, que também trazem riscos à saúde. Clique abaixo para saber mais:

Em meu site disponibilizo dois programas para quem quer emagrecer sem restrições, sem culpa e até sem falar de dieta. O primeiro é o de alimentação consciente que trabalha o emagrecimento por meio do relaxamento e da meditação. O segundo é o emagrecimento definitivo que trabalha especificamente com as técnicas de programação neurolinguística.

A outra opção é marcar sessões de coaching online. Durante as sessões são trabalhados vários aspectos da vida. Reequilibrando as diferentes áreas (saúde, trabalho, espiritualidade, vida social, família, contribuição pessoal/missão etc) realinham-se metas e visões, tornando o emagrecimento muito mais fácil e duradouro.

Marque uma sessão de coaching e receba gratuitamente o curso online Alimentação Consciente. Agende duas sessões e receba também o curso online Emagrecimento definitivo. Agende três sessões e ganhe ainda o curso online sobre ganho de massa magra.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar clique na aba consultoria no topo da página. Obrigada por visitar este blog.

Episódio 23 - Dia internacional da Síndrome de Down: os desafios da nutrição

A maior parte das pessoas não pensam nas dificuldades de pessoas com Síndrome de Down, a não ser que conheça alguém muito próximo. Um amigo, um parente, um filho. Igualmente também não conhecem as inúmeras alegrias trazidas por uma criança com a síndrome. Hoje comemora-se o Dia Internacional da Síndrome de Down e no mundo todo inúmeros eventos acontecerão simultaneamente, visando aumentar a conscientização da sociedade acerca de tudo que envolve a trissomia do cromossomo 21.

Infelizmente a síndrome ainda é bastante negligenciada na área da nutrição. Ela sequer é debatida em muitos cursos. E isto precisa mudar com urgência. Quantas vezes os pais buscam atendimento, educam-se, leem artigos e encontram profissionais de saúde desinformados acerca de questões básicas?

Crianças com síndrome de Down apresentam maior número de infecções respiratórias de repetição. A nutrição é fundamental já que a carência de nutrientes como vitamina A, zinco, ferro, vitamina C e selênio pode agravar o problema. Um intestino saudável também contribui imensamente para a melhoria da imunidade. O uso de antibióticos muitas vezes desregula o delicado equilíbrio da microbiota, fazendo com que o uso de probióticos e a suplementação de nutrientes que restauram a mucosa intestinal sejam indicados.

Um problema que atinge cerca de 40% dos indivíduos com síndrome de Down é o hipotireoidismo. O funcionamento adequado da tireóide depende do adequado consumo de aminoácidos, zinco e selênio. Além disso, a identificação precoce do hipotireoidismo é fundamental para que não afete o crescimento, o desenvolvimento, o humor, o metabolismo do cálcio, o funcionamento intestinal...

Distúrbios do sono também podem ocorrer influenciando a aprendizagem e a saúde. A higiene do sono é muito importante, assim como o combate ao estresse. Além disso, o adequado estado nutricional é muito importante para a produção de melatonina, hormônio que induz o sono. Assim, deve-se investigar minimamente o consumo de nutrientes como vitamina B6, ornitina e triptofano.

Uma grande preocupação é a grande incidência de doença de Alzheimer em indivíduos com Síndrome de Down. Os custos financeiros, emocionais e familiares na doença de Alzheimer são grandes e aumentam na ausência de uma terapêutica que retarde a progressão da mesma. Grande parte dos estudos focam hoje na neutralização dos radicais livres e na redução da inflamação cerebral com o intuito de se evitar a morte celular e a demência. E a nutrição tem um papel grande nisto tudo. 

Já escrevi algumas vezes sobre estes assuntos aqui no Blog. Se quiser saber mais clique aqui.

Preferiu a gravação? Para não perder nenhum episódio assine o podcast NutriYoga no iTunes.

Ou se quiser ouvir os episódios antigos em seu computador clique aqui.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar clique na aba consultoria no topo da página. Obrigada por visitar este blog.

A mente que emagrece

Apesar da obsessão por dieta e exercícios mais da metade dos brasileiros adultos estão acima do peso. O ciclo emagrece-engorda-emagrece-engorda cria neuroses e problemas de saúde. Todos se culpam por comer isso ou aquilo e, pior, culpam os outros também. Antes de emagrecer o corpo é importante emagrecer a cabeça. Aprender mais sobre si mesmo, sobre o que é importante, sobre o que se quer da vida. Afinal, o cérebro comanda tudo. E não pode ser enganado. Ações contrárias aos valores não costumam funcionar por muito tempo. Por isto, a reprogramação neurolinguística tem sido bastante estudada e aplicada nesta área.

Em programas de emagrecimento baseados na neurolinguística combinam-se exercícios e técnicas para reprogramar o subconsciente. Os mesmos podem ser feitos isoladamente, por meio de aulas, meditações e exercícios gravados gravados ou com acompanhamento.

Em meu site disponibilizo dois programas para quem quer emagrecer sem restrições, sem culpa e até sem falar de dieta. O primeiro é o de alimentação consciente que trabalha o emagrecimento por meio do relaxamento e da meditação. O segundo é o emagrecimento definitivo que trabalha especificamente com as técnicas de programação neurolinguística.

A outra opção é marcar sessões de coaching online. Durante as sessões são trabalhados vários aspectos da vida. Reequilibrando as diferentes áreas (saúde, trabalho, espiritualidade, vida social, família, contribuição pessoal/missão etc) realinham-se metas e visões, tornando o emagrecimento muito mais fácil e duradouro.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar clique na aba consultoria no topo da página. Obrigada por visitar este blog.

Alzheimer: um novo tipo de diabetes?

Existe um componente genético para o Alzheimer. Contudo, o componente ambiental é muito importante. Existem evidências de que o Alzheimer se comporta como um diabetes do cérebro. Se uma pessoa tem um estilo de vida precário acaba tendo um risco muito maior de desenvolvimento de diabetes do que a própria genética. Até porque a doença parece começar a se desenvolver muito lentamente, a partir dos 30 anos e não quando nos tornamos velhos. No Brasil o Azheimer atinge cerca de 1,2 milhão de pessoas, sendo que apenas a metade se trata. A cada ano, surgem cerca de 100 mil novos casos e a estimativa da Associação Brasileira de Alzheimer é  que esse número dobre até 2030. Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que até 2050 o número de casos aumente em até 500% em toda América Latina.

Atualmente não há cura para a doença e muitas terapias são pouco eficientes. Por isto, a prevenção é crítica para preservar ao máximo o sistema nervoso. Estudos mostram que o alto consumo de carboidratos simples, ácidos graxos do tipo ômega-3, o baixo consumo de antioxidantes, a inatividade física e  a glicação de proteínas do cérebro podem resultar em declínio cognitivo severo atrapalhando as atividades de vida diárias.

O cérebro é extremamente vulnerável, sensível a uma série de insultos ambientais. O principal deles parece ser os altos níveis de insulina e a existência de uma genética própria (dois alelos E4 para o gene da apolipoproteína E - ApoE), que influencia o metabolismo lipídico. A ApoE é tão ligada ao Alzheimer que acabou sendo apelidada de gene da susceptibilidade. Pessoas heterozigotas para este gene (possuem um alelo) possuem um risco para Alzheimer 5 vezes maior. Já homozigotos (possuem 2 alelos) possuem um risco de 50 a 90% para a doença. Apesar disso, a genética sozinha não parece ser suficiente para o desenvolvimento do Alzheimer. Por outro lado, a insulina aumentada aumenta em 43% o risco de Alzheimer, independentemente do status de ApoE. Como a hiperinsulinemia está presente em mais de 40% das pessoas acima de 40 anos alterações no estilo de vida são consideradas fundamentais.

Pesquisadores da área acreditam que a conexão entre alterações na sinalização insulínica, hiperglicemia e Alzheimer é tão forte, que a doença muitas vezes é denominada "diabetes tipo 3". De fato, sabemos que o diabetes tipo 2, caracterizado por resistência à insulina, é outro fator de risco para o Alzheimer. As mudanças patológicas que ocorrem no cérebro de pessoas com Alzheimer parecem resultar da hiperglicemia. Não é de se estranhar então que pacientes diabéticos tipo 2 que carregam alelos ApoE4 são os que possuem maior risco de desenvolvimento de Alzheimer.

No Alzheimer há acúmulo de placas de beta-amilóide no cérebro. Observam-se também  emaranhados neurofibrilares, frutos da hiperfosforilação da proteína tau, perda de neurônios do hipocampo, redução na produção de acetilcolina e menor uso de glicose em regiões do cérebro associadas à memória e aprendizagem. Todas estas mudanças podem ser sequelas da desregulação metabólica gerada pela hiperinsulinemia.

A captação de glicose pelos transportadores GLUT1 e GLUT3 no cérebro é independente da ação da insulina. Contudo, o transportador GLUT4, também presente em algumas células do cérebro e na barreira hematoencefálica dependem de insulina. No Alzheimer muitas vezes observa-se a combinação de excesso de insulina no plasma e queda da insulina no sistema nervoso central (Convit, 2005). Isto deve-se em parte aos efeitos do beta-amilóide e, em parte, ao alto consumo de carboidratos refinados ao longo da vida. Altas concentrações de insulina na periferia parecem suprimir a utilização de glicose no cérebro. O estresse oxidativo também parece aumentar no cérebro, neste caso. As membranas dos neurônios são ricas em ácidos graxos poliinsaturados e colesterol, altamente susceptíveis à oxidação por radicais livres. 

As mitocôndrias presentes nas células do sistema nervoso são as maiores produtoras de radicais livres no cérebro. Como a metabolização de glicose pelas células está prejudicada recomenda-se uma dieta de baixo índice glicêmico a fim de restaurar a sensibilidade à insulina (Henderson, 2008Krikorian et al., 2012; Lange et al., 2016). Deve-se evitar alimentos processados e farináceos. Alguns suplementos também vem sendo estudandos no sentido de reduzir o estresse oxidativo e normalizar o metabolismo da glicose: ômega-3, picolinato de cromo (Lamson & Plaza, 2002), triglicerídeos de cadeia média (Henderson et al., 2009), L-carnitina (Bais, Kumari & Prashar, 2016), Coenzima Q10 (Yang et al., 2016), antioxidantes e vitamina B12 (Komurcu et al., 2016).

Além disso, destaca-se a importância da atividade física para a prevenção do diabetes e do Alzheimer. O exercício induz o recrutamento do transportador GLUT4 melhorando a sensibilidade à insulina. 

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar clique na aba consultoria no topo da página. Obrigada por visitar este blog.
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Suplementação de vitamina D protege contra quedas em idosos

Existem evidências de que a vitamina D seja um nutriente extremamente importante para a longevidade. Sua carência associa-se a doenças como Alzheimer, Parkinson, obesidade e vários tipos de câncer

Conforme envelhecemos os músculos perdem receptores para a vitamina D (Bischoff-Ferrari et al., 2004). Parece que quanto mais baixos forem os níveis de vitamina D plasmáticos maior é a perda de força e o declínio físico de idosos (Wicherts et al., 2007). Muitos estudos mostram que a hipovitaminose D aumenta inclusive o risco de quedas. Por isto, orgãos como a Sociedade Americana de Geriatria recomendam a suplementação dos idosos (LeBlanc & Chou, 2015), especialmente aqueles que já caíram uma ou mais vezes e os que fazem uso de medicamentos como antihipertensivos e estatinas para redução do colesterol (Moyer, 2012)

A suplementação (700 a 1.000 UI/dia) pode contribuir para o aumento da massa muscular, potência, força muscular (Beaudart et al.,2014) e equilíbrio (Muir et al., 2011). A Sociedade Americana de Geriatria recomenda dosagens ainda maiores (até 4.000 UI/dia) para a prevenção de quedas em idosos (AGS, 2014). Doses maiores do que esta, principalmente na forma de injeções, não trazem benefícios, pelo contrário, podem até aumentar o risco de quedas (Dawson-Hughes & Harris, 2010).

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar clique na aba consultoria no topo da página. Obrigada por visitar este blog.

Menos carne, mais vegetais e fibras

Brincadeiras na internet, após divulgação do caso pela polícia federal.

Brincadeiras na internet, após divulgação do caso pela polícia federal.

Levamos um susto na última sexta-feira, com o anúncio da operação "Carne Fraca" pela Polícia Federal (PF). O órgão apurou o envolvimento de fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em um esquema de liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos.

A operação investigou grandes empresas do setor no Brasil, como a BRF, que controla marcas como Sadia e Perdigão, e também a JBS, que detém as marcas Friboi, Seara e Swift, dentre outras marcas.

O principal objetivo da operação foi desarticular uma suposta organização criminosa liderada por fiscais agropecuários do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que, com o pagamento de propina, fechavam os olhos para a produção de produtos adulterados, emitindo certificados sanitários sem fiscalização. A investigação revelou a venda de carnes podres maquiadas com altas quantidades de ácido ascórbico (vitamina C), re-embalagem de produtos vencidos e a presença de papelão em áreas limpas dos abatedouros.

Carne é toda parte comestível de um animal. Carnes embutidas (como salsicha, linguiça, bacon, presunto, salame, carnes secas ou defumadas) são obtidas a partir do processo de moagem da carne, adicionada à componentes como gordura, sal, açúcar, nitratos e nitritos, especiarias. O acondicionamento é feito dentro de uma tripa natural ou artificial.

Existem evidências de que o processamento da carne aumenta o risco de doenças cardiovasculares, doença pulmonar obstrutiva crônica, câncer de intestino, estômago, mama e próstata. As possíveis causas são os compostos produzidos durante o processo de processamento destes produtos, como compostos nitrosos (nitratos e nitrosaminas), hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, aminas heterocíclicas e cloreto de sódio. 

Por outro lado estudos mostram que a forma mais eficiente de proteger o corpo contra todas estas doenças é aumentar o consumo de frutas, verduras, castanhas e sementes. Estes alimentos são fontes de vitaminas, minerais, fitoquímicos e fibras, protegendo o corpo pela ação antioxidante, antiinflamatória e/ou varredora de compostos prejudiciais. 

Dietas ricas em fibras também reduzem o risco de derrames, problema que atinge uma pessoa a cada cinco minutos no Brasil. Dentre as complicações do derrame estão: 

  • Diminuição ou perda súbita da força na face, braço ou perna de um lado do corpo
  • Alteração súbita da sensibilidade com sensação de formigamento na face, braço ou perna de um lado do corpo
  • Perda súbita de visão num olho ou nos dois olhos
  • Alteração aguda da fala, incluindo dificuldade para articular, expressar ou para compreender a linguagem
  • Dor de cabeça súbita e intensa sem causa aparente
  • Instabilidade, vertigem súbita intensa e desequilíbrio associado a náuseas ou vômitos.
  • Perda de movimentos corporais
  • Incontinência urinária e/ou fecal
  • Confusão e perda da memória
  • Depressão
  • Óbito

Uma única maçã extra ao dia ou 1/4 de xícara de brócolis já melhora a função arterial e reduz o risco de derrames. Que tal levar nesta próxima semana seu lanchinho saudável para o trabalho ou escola?

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