Dieta cetogênica no tratamento do câncer - funciona ou não?

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Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se para outras regiões do corpo. Alguns tipos de câncer são benignos e raramente constituem risco de vida. 

Mas outros são malignos, agressivos, de difícil tratamento, reduzindo a qualidade e a expectativa de vida. Por isto, sempre que surge uma suposta cura para a doença todo mundo se anima. Por exemplo, a dieta cetogênica é defendida por muitos como capaz de eliminar as células cancerígenas. Seus defensores são apaixonados e aparecem dia e noite nas redes sociais.

A dieta cetogênica é rica em gorduras, fornece quantidades acima da média de proteínas e é pobre em carboidratos. Para alguns seria mais eficiente até do que tratamentos convencionais como a quimioterapia já que muitos tumores dependem de glicose (carboidrato simples) para seu crescimento. De fato, estudos com camundongos com câncer de cérebro mostraram benefícios da dieta cetogênica em termos de sobrevivência. Contudo, não somos camundongos e nem todo tumor comporta-se como aquele presente no cérebro de roedores.

Tumores são doenças genéticas e metabólicas. Se fossem exclusivamente metabólicas e, se o único fator a desencadear a doença fosse o metabolismo da glicose a dieta cetogênica faria mais sentido. Mas não é assim. São múltiplos os fatores envolvidos e nem todos são metabólicos. Existem também alterações imunológicas envolvidas, assim como especificidades do ambiente tumoral em cada tipo de câncer. Por isto, para cada tumor há um tratamento (ou um conjunto de tratamentos) mais apropriado. 

Talvez a dieta cetogênica até seja adequada para algum tipo específico de pessoa, com um tipo específico de câncer. Mas, infelizmente, faltam bons estudos clínicos com dietas cetogênicas no câncer. Quando existem conseguem, no máximo, demonstrar que as mesmas são seguras mas sem comprovação de sua efetividade. E em revistas científicas com altos padrões de rigor científico não são encontrados estudos que demonstrem a eficácia da dieta cetogênica no câncer. Por isto, dizer que dieta cetogênica é melhor que quimioterapia é algo irresponsável, tanto vindo da boca de leigos e mais ainda, quando divulgado por profissionais de saúde.

Mais mitos sobre o câncer no vídeo: http://bit.ly/2B08K1i

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar clique na aba consultoria no topo da página. Obrigada por visitar esta página!
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Práticas integrativas na redução do estresse

O estresse e a ansiedade são grandes causadores de doenças. Muitas estratégias podem ajudar a aliviar o estresse, dentre elas as terapias farmacológicas (medicamentos) e as não farmacológicas, que são as preferíveis.

Em um estudo que avaliou o estresse foram recrutados 60 estudantes com idade média de 18,8 anos. Os mesmos foram divididos em 2 grupos. Os 30 estudantes do primeiro grupo não praticavam yoga e os participantes do segundo grupo praticavam há mais de um ano. Os estudantes praticantes de yoga tinham menor frequência cardíaca a maior capacidade de se adaptarem a situações estressantes.

Os resultados positivos também foram descritos em idosos. Em estudo de 7 semanas foi observado que os praticantes de yoga apresentavam melhorias em termos de equilíbrio, flexibilidade, bem estar mental e emocional e níveis de estresse (Ferguson-Stegall, 2016).

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar clique na aba consultoria no topo da página. Obrigada por visitar esta página!

Dieta vegana low carb

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De vez em quando recebo alguma mensagem de alguém que engordou ao fazer a transição para a dieta vegana. E pode acontecer mesmo. Ao trocar carnes, laticínios, queijos e ovos por mais cereais e massas há maior estímulo para a produção de insulina, um hormônio anabólico responsável em grande parte pelo armazenamento dos nutrientes nas células. Mas dá para seguir a dieta vegana sem esse boom de insulina e de ganho de peso. O primeiro passo é a redução no consumo de alimentos industrializados. Não é porque a barrinha de cereal, o biscoito e o salgado são veganos que são saudáveis. 

Dentre as opções de baixo índice glicêmico para você combinar em dezenas de pratos diferentes estão: tofu, brócolis, couve-flor, edamame, abobrinha, folhas (alface, agrião, acelga, couve, bertalha, cebolinha, chicória, coentro, espinafre), chuchu, vagem, alcachofra, aipo, berinjela, cebola, cebolinha, jiló, maxixe, palmito, pepino, pimentão, rabanete, tomate, ameixa, cereja, maçã com casca, melão, laranja, tangerina, kiwi, pera, mirtilo, morango, abacate, sementes, castanhas, ervilha, lentilha.

Vegetais com tofu e edamame

INGREDIENTES:

  • Tofu firme, drenado e cortado em cubos
  • 2  colheres de sopa de azeite
  • 1 colher de chá de alho picado ou em pó
  • 1 colher de chá de cominho moído
  • 1 colher de chá de sal
  • 1 brócolis, cortado em pedaços 
  • 1 couve-flor (cerca de 4 xícaras), cortada em pedaços 
  • 180 gramas de edamame sem casca

PREPARO:

Pré-aqueça o forno a 180°C. Grelhe o tofu com azeite, alho, cominho e sal. Adicione a couve-flor, o brócolis e o edamame à panela. Misture bem e cozinhe por 20 minutos. Mexa, prove e, cozinhe por mais 20 minutos. Mexa mais uma vez e, se necessário, deixe por mais alguns minutos até que os vegetais estejam ao dente.

Chips de couve

INGREDIENTES:

  • 5 folhas de couve manteiga orgânica (1 maço)
  • ½ xícara de castanha de caju sem sal
  • 2 colheres de sopa de azeite de oliva
  • 4 dentes de alho
  • 5 cebolinhas verdes
  • 1 pitada de sal 
  • 1 pitada de pimenta caiena

PREPARO:

Deixe as castanhas de caju de molho em um recipiente coberto com água por 2 horas. Lave as folhas de couve, seque-as e recorte-as em pequenos pedaços. Espalhe as folhas em uma forma antiaderente e reserve.

Descarte toda a água das castanhas de caju que ficaram de molho. Bata as castanhas em um liquidificador adicionando o azeite de oliva, alho, sal e pimenta, até que se forme uma pasta.

Pincele as folhas de couve com a pasta formando uma fina camada e leve ao forno pré aquecido até que as folhas fiquem crocantes. 

Molho de tahine para a salada

INGREDIENTES:

- 1/3 xícara de tahini (manteiga de sementes de gergelim)
- 1/3 xícara de água
- ¼ xícara de suco de limão
- 2 dentes de alho
- 3/4 colher de chá de sal

Misture os ingredientes. Se necessário, misture mais água até que o molho fique de sua consistência favorita. Armazene o molho na geladeira por até 5 dias.

Dicas de alimentos saudáveis para ter em casa

1. Folhas variadas lavadas, secas, e armazenadas em pote com tampa. Assim você economiza tempo de preparo durante a semana.

2. Feijões, ervilha, grão de bico, lentilhas. Cozinhe  em um dia livre e congele em porções para que possa consumir durante a semana. 

3. Quinoa: excelente substituta para o arroz. É rica em fibras e proteínas, não contém glúten e leva apenas 15 minutos para cozinhar.

4. Leite de soja, amêndoa, coco ou aveia. Utilize-os em cremes, vitaminas, para o preparo de iogurtes ou molhos para a salada.

5. Cacau em pó ou chocolate com mais de 70% de cacau são ótimas fontes de antioxidantes. 

6. Frutas variadas, frutas secas e castanhas são boas opções para os lanches e sobremesas.

7. Chás de ervas: fontes de flavonóides com propriedades antiinflamatórias e antienvelhecimento.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar clique na aba consultoria no topo da página. Obrigada por visitar esta página!
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Cuidados no uso do hypérico - o antidepressivo natural

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Plantas medicinais são todas aquelas utilizadas como recurso para prevenir, tratar, aliviar, curar ou modificar um processo do corpo. Na forma de fitoterápicos são produtos acabados e etiquetados, a base de plantas ou seus ativos.

A espécie Hypericum perforatum L. é conhecida popularmente como hipérico ou erva-de-são-joão. Possui em sua composição química óleos essenciais, taninos, fibras, flavonóides, vitamina C, carotenos e aminoácidos. Na Alemanha é o fitoterápico mais utilizado para o tratamento da depressão por sua boa tolerabilidade. O extrato seco demora cerca de 20 a 30 dias para ter este efeito e o uso não deve ser prolongado por mais de 3 a 4 meses, pois pode ser tóxico para o fígado.

No período de uso a pessoa também não deve se expor ao sol para não manchar a pele, já que o hipérico aumenta a produção de melatonina.

Nomenclatura botânica Hypericum perforatum L. 11

  • Nome popular Hipérico
  • Parte usada Partes aéreas
  • Padronização/Marcador Hipericinas totais
  • Formas de uso Extratos, tintura
  • Indicações / Ações terapêuticas Estados depressivos leves a moderados, não endógenos
  • Dose Diária 0,9 a 2.7 mg hipericinas
  • Via de Administração Oral
  • Restrição de uso Venda sob prescrição médica
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Existem evidências de que o hipérico reduza os níveis de outros medicamentos, provavelmente por estimular a destoxificação hepática. Não deve ser utilizado junto com medicamentos utilizados por portadores do vírus HIV, com imunossupressores da ciclosporina, utilizados na prevenção de rejeição a órgãos transplantados, nem com digoxina. medicamento utilizado no tratamento de problemas cardíacos.

Pesquisas também mostram que ocorrem sangramentos e falhas dos anticoncepcionais em mulheres que consomem o hipérico. O hipérico também pode reduzir os níveis de outros medicamentos como antidepressivos tricíclicos, amitriptilina, nortriptilina, anticonvulsivantes, anticoagulantes e varfarina. Por isso, nunca utilize plantas, como chás ou cápsulas, sem consultar antes um profissional de saúde especialista na área de fitoterapia.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar clique na aba consultoria no topo da página. Obrigada por visitar esta página!

Anúncios que enganam

Você já comprou um alimento pela foto da embalagem e sentiu-se enganado? Pois é, a realidade dos alimentos industrializados é bem diferente do produto anunciado. Na propaganda o produto parece fresco e saudável. Mas a verdade é a das fotos abaixo. Não só a aparência real de produtos super processados não é das melhores, como a qualidade nutricional também deixa a desejar. 

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Prefira produtos naturais ou pouco processados e tente consumir pelo menos 400 gramas de verduras e frutas ao dia. Sua saúde agradece.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar clique na aba consultoria no topo da página. Obrigada por visitar esta página!
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Estilo de vida saudável = cérebro mais jovem

Vamos viver mais quantos anos? 10? 20? 30? 100? E como iremos viver, bem ou mal? Este ano foi pesado pra muita gente, mas podemos começar nos preparando para um 2018 um pouco melhor, cuidando de nós mesmos. Para uma vida mais harmoniosa precisamos ter comprometimento com nosso bem estar físico e mental. Isto também contribuirá para a prevenção de doenças crônicas como diabetes, problemas cardiovasculares e demência, condições que roubam a qualidade dos dias e a energia para enfrentar os desafios que vão surgindo. Este é o tema do vídeo.

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