Comprimento dos telômeros em pessoas com Síndrome de Down

A síndrome de Down é causada por uma cópia extra de todo ou parte do cromossomo 21. É a causa cromossômica mais comum da deficiência intelectual, com uma incidência de aproximadamente um em cada 690 a 730 recém nascidos. Uma das característica da síndrome é o envelhecimento mais acelerado, especialmente a partir dos 40 anos, assim como o maior risco de desenvolvimento de doença de Alzheimer.

O Alzheimer na síndrome de Down é resultado, em grande parte, da superexpressão do gene que codifica a proteína precursora amilóide e está localizado no cromossomo 21. Evidências mostram que o comprimento dos telômeros pode ser tomado como um biomarcador eficiente do envelhecimento e da doença de Alzheimer. 

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Atualmente, o comprimento dos telômeros principalmente das células brancas (os leucócitos), tem sido estudado como um marcador de envelhecimento. 

Telômeros são estruturas constituídas por fileiras de DNA, formando a extremidade dos cromossomos (em amarelo na foto). Sua principal função é manter a estabilidade estrutural dos mesmos. Cada vez que a célula se divide os telômeros são ligeiramente encurtados, chegando a um ponto que de tão curtos não permitem mais a correta replicação dos cromossomas e a célula perde completa ou parcialmente a sua capacidade de divisão.

Antes da célula morrer, os telômeros funcionam como um protetor para os cromossomos assegurando que a informação genética (DNA) seja perfeitamente copiada quando a mesma se duplica. Estudo de Silverman e colaboradores (2017) mostrou que pacientes com síndrome de Down e Alzheimer possuem telômeros com menor comprimento em relação a pessoas com síndrome de Down sem Alzheimer. De acordo com os pesquisadores a avaliação do comprimento dos telômeros pode melhorar a precisão do diagnóstico do Alzheimer precocemente em pessoas com síndrome de Down. Isso contribuiria para um melhor planejamento dos cuidados e do tratamento. Novos estudos serão feitos afim de melhorar a sensibilidade e especificidade das técnicas de diagnóstico, tornando possível o uso clínico das mesmas.

De qualquer forma a prevenção do Alzheimer continua sendo o mais importante, visto que ainda não existem tratamentos eficientes para a doença. Discuto este assunto do vídeo a seguir:

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar clique na aba consultoria no topo da página. Obrigada por visitar esta página!