Terapia nutricional no Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH)

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é uma desordem neuropsiquiátrica, que costuma aparecer logo na infância. Tem como características a desatenção, inquietude e impulsividade. Uma das possíveis causas é a alteração na região pré-frontal do cérebro. Esta região é responsável pelo autocontrole do comportamento social, pela capacidade de focar a atenção, pela memória executiva, organização e pelo planejamento. Características positivas do transtorno incluem expansividade, criatividade, independência, agilidade mental e jovialidade.

Acredita-se que o transtorno possa ter causas genéticas. Contudo, o cérebro jovem também pode ser afetado por fatores como uso de drogas, álcool, cigarro ou medicamentos na gestação.

Alguns ou muitos dos sintomas diminuem ou desaparecem com o avançar da idade. Quando necessário, o tratamento do TDAH pode envolver medicação, atividade física, terapia, tratamentos para melhorar a qualidade do sono, além da alimentação adequada. 

Dietas equilibradas são fundamentais para o adequado desenvolvimento do cérebro. Estudos mostram que muitas crianças com TDAH possuem deficiência de nutrientes como o ômega-3, zinco, ferro, magnésio, vitaminas B6 e D. A correção da dieta e a suplementação dos nutrientes adequados auxiliam o tratamento de forma segura.

Outra causa de perturbação do sistema nervoso e do sistema imune é o consumo de alimentos alergênicos. A exclusão de alimentos ricos em leite, glúten, ovos, chocolate, oleaginosas, açúcar, alimentos processados ricos em corantes e conservantes, assim como frutas e verduras tratadas com agrotóxicos deve ser testada como forma de aliviar os sintomas.

Também existem evidências de que o equilíbrio da microbiota intestinal é fundamental para a redução da neuroinflamação. Um intestino inflamado gera uma resposta inflamatória em vários tecidos, incluindo o tecido nervoso. Além da exclusão de alimentos inflamatórios, o uso de probióticos é recomendado.

Vários suplementos também vem sendo pesquisados. Os neurotransmissores do cérebro são formados a partir de nutrientes como os aminoácidos  L-tirosina e 5-hidroxitriptofano, os quais se transformam em dopamina e serotonina. Desta forma, a suplementação dos mesmos poderá ser recomendada.

O extrato do pinheiro marítimo francês, Pinus pinaster, é frequentemente utilizado para o TDAH pelas suas propriedades antioxidantes e vasodilatadoras. A erva perene Bacopa monnieri é usada pela medicina Ayurveda há milhares de anos para desordens neurológicas e comportamentais, e a conclusão de uma meta-análise de 9 estudos evidenciou seus benefícios cognitivos (Kongkeaw et al., 2014). A combinação de Panax ginseng e Gingko biloba também parece melhorar vários sintomas, desde problemas sociais à impulsividade (Lee et al., 2011). 

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar clique na aba consultoria no topo da página. Obrigada por visitar esta página!