Gorduras boas para o paciente autista

Ao solicitar a avaliação dos níveis plasmáticos de lipídios no sangue de crianças autistas, pesquisadores observaram que os níveis de HDL-c, lipoproteína protetora contra doenças cardiovasculares, encontrava-se diminuído em relação às crianças não autistas de mesma idade.

Uma das hipóteses é a deficiência nas crianças autistas, das gorduras do tipo ômega-3. Estas são essenciais à formação da membrana do HDL-c. O ômega-3 também é fundamental ao desenvolvimento normal do sistema nervoso e para a proteção contra doenças neurodegenerativas.

O interessante é que tem sido demonstrado baixos níveis de ômega-3 em crianças autistas mesmo quando seu consumo desta gordura é similar às das outras crianças. Ou seja, provavelmente indivíduos autistas possuem maior necessidade deste tipo de lipídio, por desordens metabólicas ainda não identificadas. Enquanto mais estudos são realizados, sugere-se que a dieta seja enriquecida com fontes de ômega-3 como os peixes de água fria (atum, arenque, bacalhau, sardinha, salmão), sementes (linhaça, chia) ou suplementada com óleos de peixe. Afim de elevar os níveis de HDL-c são também indicados o consumo de gorduras monoinsaturadas (presentes no azeite, abacate, castanhas) e a prática de atividade física regular.

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Além dos ácidos graxos adequados o indivíduo autista se beneficia da suplementação de aminoácidos que modulem a produção de neurotransmissores. 

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar clique na aba consultoria no topo da página. Obrigada por visitar este blog.