Doença celíaca ainda é pouco diagnosticada

Figuras A e B - intestino normal, figuras C e D - intestiano de paciente celíaco, com características de má absorção e atrofia da mucosa.

De acordo com pesquisadores americanos, os casos de doença celíaca não diagnosticados aumentaram dramaticamente nos últimos 50 anos. Este é um problema grave já que o não tratamento aumenta em 4 vezes o risco de mortes prematuras. Indivíduos celíacos não toleram o glúten, uma proteína dos cereais trigo, cevada, aveia e centeio e em alimentos feitos com estas matérias primas. Assim, o único tratamento eficiente para a doença é a retirada total destes produtos. A não retirada total acarreta em sintomas variáveis, incluindo diarréia, perda de peso, fadiga, deficiências nutricionais e maior risco de câncer. Para o diagnóstico o gastroenterologia se baseia nos dados clínicos do paciente, em vários exames bioquímicos e na endoscopia.

No Brasil, os estudos sobre o número de indivíduos com a doença são raros mas estima-se que cerca de 500.000 pessoas tenham a doença (diagnosticada ou não).

Fontes:

- Alberto Rubio-Tapia, Robert A. Kyle, Edward L. Kaplan, et al., Gastroenterology, v. 137, n. 1, p. 88-93 (July 2009).

- ACELBRA MG - http://www.acelbramg.com.br/a-doenca.html

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar clique na aba consultoria no topo da página. Obrigada por visitar este blog.