Obesidade, ovários policísticos e aterosclerose

Estudo publicado no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism mostrou que mulheres jovens obesas com síndrome do ovário policístico foram mais suscetíveis a apresentar depósitos de cálcio na carótida analisada pela tomografia computadorizada, sugerindo um risco cardiovascular aumentado.

A síndrome do ovário policístico é diagnosticada com base na presença de dois de três critérios diagnósticos (irregularidade menstrual, hiperandrogenismo, ovários policísticos) e na exclusão de outras doenças com quadros clínicos semelhantes. A síndrome pode evoluir para complicações graves e infertilidade. A obesidade com resistência à insulina aumenta o risco de alterações metabólicas, diabetes, dislipidemia, hipertensão e também síndrome do ovário policístico. Pelo menos metade das mulheres com a síndrome é obesa. Todas essas complicações aumentam nestas mulheres o risco de doença cardiovascular precocemente.

Assim, mulheres com síndrome do ovário policístico deveriam fazer exames de intolerância à glicose, dislipidemia e hipertensão afim de prevenir as doenças coronárias. Perda de peso é parte essencial do tratamento.
Para saber mais:

Shroff R; Kerchner A; Maifeld M; Van Beek EJ; Jagasia D; Dokras A. Young Obese Women with Polycystic Ovary Syndrome Have Evidence of Early Coronary Atherosclerosis. (Mulheres jovens obesas com síndrome do ovário policístico apresentam evidência de aterosclerose coronariana precoce). J Clin Endocrinol Metab. 2007; 92(12):4609-14.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar clique na aba consultoria no topo da página. Obrigada por visitar este blog.