Vitamina E e doenças cardiovasculares

Apesar de a vitamina E ser um potente antioxidante, muitos estudos não conseguiram demonstrar sua capacidade de prevenir ataques cardíacos. Porém, de acordo com pesquisadores da Vanderbilt University Medical Center pode ter havido uso de dosagens muito pequenas e ineficazes nos estudos anteriores. Os achados publicados on line no Free Radical Biology and Medicine, sugerem que as dosagens de vitamina E capazes de um efeito antioxidante deveriam ser maiores do que as até então utilizadas. No novo estudo foram administradas 3200 unidades internacionais ao dia por 16 semanas. Esta quantidade é mais de 100 vezes a recomendação e cerca de 4 vezes maior do que as dosagens utilizadas anteriormente nos estudos. Com a quantidade acima a vitamina E conseguiu suprimir a oxidação lipídica em 50% dos pacientes. Porém, como o uso de quantidades como estas excedem o limite superior de segurança a recomendação é de que doses excessivas sejam utilizadas apenas em estudos controlados.
Além disso, outros estudos já demonstraram que o uso de suplementos de vitamina E podem aumentar a frequência de doenças hemorrágicas em algumas pessoas. Um dos estudos mais famosos neste sentido foi publicado no New England Journal of Medicine com o nome Alpha-tocoferol, beta-carotene cancer prevention study group, no v. 330 de 1994.
Por isto, por enquanto opte por fontes naturais presentes nos alimentos. As principais fontes de vitamina E incluem nozes, castanhas, amêndoas, germe de trigo e os óleos vegetais.
Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar clique na aba consultoria no topo da página. Obrigada por visitar este blog.